domingo, 29 de abril de 2012

O Susto

O susto
 Férias, como é bom, Mariana há muito tempo não sentia este gostinho de ficar tranquilamente em casa, sem precisar levantar cedo e muito menos olhar para o relógio que a acordava todas as manhãs. Sem pressa para escovar os dentes,ir ao banheiro e tomar café estes momentos de tranquilidade estava a sua espera, lavar o rosto e deixar que a água caíasse levemente pela sua face era muito legal.
Olhar no espelho e ver refletir o quanto precisava daquele momento para descansar um pouco esquecer da rotina do dia a dia.
No meio de seus pensamentos acaba ouvindo um barulho, não se dá conta, mas a movimentação começou aumentar até que Mariana ficou curiosa para ver o que estava acontecendo, eram vozes estranhas, pessoas assustadas falando alto. E logo ela pensou pronto! Acabou meu sossego, desceu as escadas rapidamente, destrancou a fechadura, abriu a porta, aparentemente ficou sem entender nada, observava apenas pessoas murmurando.
Quando de repente do outro lado da rua  se depara com uma pessoa esquisita caída no chão, com sinais de perfuração pelo corpo, Mariana fica muito curiosa e por alguns segundos acaba se esquecendo de suas tão sonhadas férias, caminha em direção do cadáver para ver se o conhece, mas não. Em seguida acaba sendo barrada por populares, pois a ordem era para que ninguém chegasse perto.
Sua curiosidade era tanta que acaba correndo o olhar em torno de tudo e de todos,  planejando uma forma de chegar mais perto da vítima. Pensa... abaixa-se e lentamente chega até a pessoa caída no chão e com o toque de seus dedos  sente que o corpo não está frio.
Assusta-se!
Imediatamente percebe que precisa fazer algo, agora sim nem pensara mais em suas tão sonhadas férias, sentia que tinha um grande problema para resolver, pega o celular tenta ligar para a polícia, mas não consegue, a bateria de seu aparelho acabou.
Procura de todas as maneiras solucionar a situação, fica nervosa, apavorada, o que ela não entendera, porque as pessoas passavam de um lado para o outro e não faziam nada.
Parada em seus pensamentos, a confusão cessou, olha para o possível cadáver e vê o mesmo se levantar, fica com muito medo, a pessoa se dirige até ela dizendo que:  ela estava participando da pegadinha do Faustão e que foi uma homenagem dos colegas, pois sabiam que estas férias eram especiais  e queriam que ela curtisse seu primeiro dia de forma diferente.
Ieda Maria Sclaffani

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