segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pobre Antonio!!

                                                       


Antonio levantou correndo, não quis escovar os dentes, não lavou o rosto e o pior não quis tomar café, nem percebeu o bolo sobre a mesa, que sua mãe tinha feito com tanto carinho. Afinal, ela levantou-se cedo, e ao abrir os olhos, foi tomar banho, quando surgiu uma ideia, enxugou-se às pressas, para dar tempo de fazer um bolo para o seu filho querido.
Antonio destrancou a fechadura, abriu a porta,  mas voltou correndo só para apanhar cigarros e fósforos. Nem se despediu de sua mãe.
Sua mãe nem ligou e pensou “ele continua sendo uma criança que precisa de atenção, mesmo assim não reconhece o que faço por ele ”.
Antonio saiu correndo do prédio, deu sinal para um táxi, o motorista do táxi tentou puxar conversa, mas foi em vão, o motorista consultou o relógio e pensou “acho que o sujeito não quer conversa, com essa cara amarrada, pode ser um cara perigoso, não vejo a hora de me ver livre dele”.
Antonio saltou do táxi feito um louco, entrou na lanchonete, mas se deparou com um tumulto, tinha polícia, corpo de bombeiro, uma verdadeira confusão. De repente apareceu uma loira, toda cheia de sangue, logo a frente um homem caído na soleira da lanchonete, enquanto um jovem corria para o telefone tentando ligar para alguém.
Antonio ficou apavorado, afinal ele dispensou o bolo de sua mãe, nem conversou com o taxista, para chegar no horário de um encontro tão esperado e agora está no meio de uma confusão! “Ah! Nem devia ter saído de casa!”, pensava enquanto corria o olhar em torno para tentar entender o que estava acontecendo.
Ao olhar para o corredor, constata que não havia mais ninguém, mas de repente, outro susto! Sua mãe, ali sorrindo, como se no meio daquela confusão ela surgisse para resgatá-lo, como sempre fez a vida toda...
De repente, a confusão cessou, o homem da soleira levantou-se, a loira suja de sangue, estava limpa e a polícia e o corpo de bombeiro, já não estavam mais ali...
Um som alto começou a tocar, e Antonio percebeu que todos que estavam ali, cantavam alegremente porque afinal de contas era seu aniversário!!

Por  Arlete 

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